65% do seu sofrimento é culpa de uma única pessoa

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Esse texto começou em Londres, enquanto estava tomando café e preparando a apresentação final para um curso de marketing digital. Uma das meninas no grupo comentou um termo que ficou na minha cabeça durante os dias seguintes: responsabilidade emocional

Cheguei em casa, li alguns artigos sobre o assunto e tudo fez muito sentido. Citando um dos textos mais conhecidos sobre, a expressão pode ser descrita da seguinte maneira: 

Responsabilidade Emocional é se você tá se envolvendo com alguém, mesmo que seja só sexo, pegue pra si a responsabilidade de não fazê-la sofrer, não seja babaca, não suma, não assuma coisas que não foram ditas. Converse e aja com honestidade.

O desenvolvimento final dele veio algumas semanas depois, quando deixei de ir em uma super festa porque ela me lembrava alguém que foi bem importante, mas destruiu meu emocional num nível surreal. Sabia como as pessoas, cheiros e conversas que rondariam o ambiente me fariam mal. Mesmo tendo a clara noção de tudo que eu "perderia" por não ir, tive certeza de que a minha saúde emocional era mais importante. 

Juntando as duas coisas, comecei perceber algo: a gente está aprendendo a ter responsabilidade emocional com os outros, mas quando é para ser responsável com as nossas próprias emoções... como é que fica? 

A gente sabe ser babaca quando quer

Pensa comigo, como você se sentiria em um relacionamento onde o outro te faz passar por situações extremamente estressantes (sendo que a maioria delas poderia ter sido evitada), fazendo com que se questione o seu valor o tempo inteiro; expondo suas fragilidades de forma constante, criando um ambiente de bastante dor, cheio de teorias baseadas no quanto você realmente nem é tão bom assim?

Minha primeira reação seria pensar: Meu Deus, que babaca. Preciso me livrar desse ser humano imediatamente, ele só tá sendo tóxico e atrasando minha vida!

Pois é, querido leitor, muitas vezes nós mesmos somos essa pessoa em nossas vidas. Olha que demais! Quem diria que temos tanto potencial, hein? 

Quantas vezes você já se pegou entrando em relacionamentos onde sabia que iria sofrer? Quantas outras se colocou em situações onde, desde o início, tinha a plena consciência da capacidade contida ali para trazer suas maiores inseguranças e casos mal resolvidos à tona? Quantas vezes continuou falando com pessoas que faziam com que você nunca se sentisse bom o suficiente? Quantas vezes aceitou uma proposta, mesmo sabendo que ela detonaria com o seu senso de valor próprio?

Posso responder por mim? Muitas. Inúmeras. Incontáveis. Perco de vista. É só por aqui, ou por aí você também já foi culpado de alguma dessas atitudes? 

Como pode um homem reclamar quando é punido por suas próprias decisões?

Não é só o relacionamento que cultivamos com o outro que deve ser tratado de forma que venha crescer na base do respeito, responsabilidade e cuidado. A gente precisa começar a ter respeito, responsabilidade e cuidado em primeira pessoa. Você pode estar sendo o maior babaca da sua vida no momento.

Um dos meus coaches prediletos, Tiago Brunet, diz que mais de 65% dos nossos problemas são causados pelas nossas próprias ações e palavras. SESSENTA E CINCO POR CENTO! Mais da metade dos nossos problemas tem uma única fonte: nós mesmos

A gente se desrespeita muito. Se coloca em situações completamente desnecessárias, muitas vezes sem nem perceber. Sofremos por decisões próprias, mas viramos especialistas em colocar a culpa no outro.

É obvio que existem momentos onde a nossa dor tem início numa terceira pessoa, mas na maioria das vezes (65% delas, bom lembrar) somos os próprios causadores. Pura irresponsabilidade emocional.

Ao meu ver, precisamos puxar para gente essa tarefa de começar a cuidar melhor de si mesmo. Vamos ter que conviver conosco pela eternidade, de maneira ininterrupta. É melhor fazer com que esse relacionamento seja incrível

Farinha pouca meu pirão primeiro

Adaptando um pouco o texto citado no primeiro parágrafo, ter responsabilidade emocional consigo mesmo é basicamente o seguinte: não se faça sofrer, não seja um babaca com você mesmo, não assuma coisas que nem se quer foram ditas. Faça auto análises e seja honesto consigo. 

Trocando em miúdos e transcrevendo esse texto do sempre didático e querido A Mente é Maravilhosa:

A responsabilidade emocional por si mesmo envolve assumir o comando da situação, não só dos comportamentos que levamos adiante, mas também daquilo que pensamos e sentimos. Em suma, de nossa existência. 

Deu para entender? A gente precisa parar de se colocar (e aceitar estar) em situações que nos fazem mal. Não podemos confundir força e coragem com irresponsabilidade emocional.

Se você ainda não se sente preparado para falar com alguém, ir em algum lugar ou voltar a fazer certa atividade... se respeite! Não force. Ir além no momento errado pode gerar consequências muito mais complicadas de lidar do que o sentimento que já está sendo tratado. 

Não tem problema nenhum colocar a sua saúde mental em primeiro lugar. Mesmo que para isso você precise tomar medidas drásticas, muitas das quais as pessoas envolvidas não vão entender.

bloquei no WhatsApp, excluí no Facebook, deixei de frequentar lugares e manter amizades relacionadas. Por ser boba e imatura? De maneira nenhuma. Mas por me respeitar e saber onde estou dentro do processo de cura em certas emoções e situações. 

Essas atitudes vão permanecer pelo restante da minha vida? Talvez sim, talvez não. Pode ser que, em algum momento, eu me sinta confortável de voltar a falar com alguém, ou frequentar certos lugares e ouvir determinada música. Se rolar, que bom! E se não rolar, tudo bem também. Em ambos os casos vou estar sendo responsável emocionalmente comigo mesma. 

Existe um momento nessa jornada onde a gente precisa peitar as decisões relacionadas ao nosso bem estar emocional. E isso, de maneira nenhuma, é ser egoísta.

Na verdade, é se conhecer muito bem, sabendo exatamente quais são os gatilhos capazes de te derrubar. É melhor ter alguém emburrado comigo, do que ficar dias chorando sem sair da cama por culpa da bendita pessoa. Essa fase já passou, né? 

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará

A chave para não ser mais um carrasco com você mesmo? Auto conhecimento. 

Mais uma vez eu enfatizo: se for possível, faça terapia. Ter um profissional como parceiro na jornada de desvendar e entender sua alma possui um valor inestimável.

Se não for possível (e até se você faz terapia, esse é um ótimo exercício contínuo), faça auto análise. Questione o motivo de sentir o que sente e fazer o que faz. Passe bastante tempo sozinho, refletindo sobre seus medos, decisões, sonhos, escolhas. Leia tudo o que puder sobre auto conhecimento e as questões específicas que te cercam. Se torne um eterno estudioso de você mesmo. 

Essa é a única maneira de entender seus limites e perceber quais seus gatilhos. Além disso, quando passamos tempo nos conhecendo descobrimos nuances que fazem com que nos tornemos apaixonados (de um jeito bom) por nós mesmos. A partir daí começamos a enxergar o nosso valor e depois disso fica extremamente difícil ficar por perto de quem não é capaz de ver o mesmo. O que eu acho ótimo. 

Faça uma limpeza na sua vida, sem medo de deixar para trás coisas, situações e pessoas com as quais já estava acostumado. A sua saúde emocional é MUITO mais importante do que tudo isso. A verdadeira liberdade é conquistada abrindo mão das algemas que aprendemos a usar diariamente. 

Chega de ser babaca com você mesmo. Vamos levar esse relacionamento para um outro nível?

Perdoar é extremamente injusto

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Acho um tanto quanto engraçadas e curiosas algumas das definições da palavra "perdão" no dicionário. As primeiras descrições não são acompanhadas de muitas surpresas. "Absolver pena, dívida, ofensa", super ok. Mas o último ponto da longa de lista de explicações sobre o que significa perdoar, me deixou um tanto quanto desnorteada, parecia não fazer sentido: "Evitar trabalho, esforço etc. a si mesmo; poupar-se"

Depois de analisar por um bom tempo todas as palavras da frase, comecei a refletir sobre um trecho polêmico de um dos meus livros prediletos (Maravilhosa Graça, do Philip Yancey. Qualquer um que quer entender mais sobre perdão (e ser perdoado) + ama referências de filosofia, teatro, música, cinema e história vai amar loucamente esse livro - sem exageros ou drama nessa recomendação): 

O perdão pode ser injusto - e ele é, por definição -, mas pelo menos fornece um meio de interromper a dedicação cega da retribuição.
— Philip Yancey

O perdão não funciona no mundo real

Perdoar não é um ato natural. E não, essa não é uma afirmação hiperbólica. É inegável admitir que vivemos na lei da selva, aqui se faz, aqui se paga - vence o mais forte. Então, aprendemos que se alguém é mal com você, essa pessoa deve pagar por isso. 

É só pararmos para ver o tanto de ditados populares que seguem justamente essa linha de "você vai pagar exatamente pelo o que fez":  Tudo o que vai, volta. Tomou, levou. Quem diz o que quer, ouve o que não quer

Deixando bem claro, eu não tenho dúvidas de que todos nós pagamos pelas consequências de absolutamente cada uma das nossas ações, porque o Universo (e as suas leis) não deixa nada escapar. 

Mas, ao meu ver, estamos deixando essa mentalidade roubar uma boa parte da leveza na nossa vida. Já reparou que quando alguém nos magoa fazendo algo capaz de nos deixar tristes ou chateados, queremos ajudar o próprio Universo a fazer essa pessoa pagar?

Ao pensar no bendito ser humano, temos profundos sentimentos de raiva, ódio e uma vontade inegável de que ela seja triste e tenha uma vida menos feliz do que a nossa (ver esse querido sofrendo um pouquinho não parece nada mal, certo?). Queremos desesperadamente um acerto de contas, onde estaremos por cima e eles sempre alguns degraus abaixo. 

O veneno escondido na falta de perdão

A vingança é uma paixão de acerto de contas. É um desejo ardente de devolver tanto sofrimento quanto o que alguém lhe infligiu. [...] O problema da vingança é que ela nunca alcança o que deseja; nunca chegará ao empate. A justiça nunca acontece. A reação em cadeia iniciada por cada ato de vingança sempre segue seu curso desimpedida. Ela aprisiona ambos, o injuriado e o injuriador, a uma escada rolante de sofrimento. Ambos são impedidos de prosseguir na escada quando se exige paridade, e a escada não para nunca, nunca deixa ninguém descer.
— Lewis Smedes

Eu costumo dizer que não perdoar alguém é tomar veneno esperando que o outro morra. E é aí que entra o motivo de, para mim,  aquela última definição do dicionário ter se tornado tão clara: perdoar é evitar trabalho e esforço de si mesmo.

Quando estamos gastando tempo e energia retendo perdão e não liberando essa pessoa do nosso coração e mente, estamos nos contaminando com pensamentos e sentimentos negativos toda vez que pensamos a respeito do sujeito. O que cria aquela sensação de que tá tudo bem, mas algo tá estranho (ela é mais comum do que você imagina). 

Perdoar não é nada fácil e em nenhum momento desse texto quero negar essa verdade. Não é algo que acontece de forma orgânica, principalmente dentro do modelo de sociedade no qual todos nós vivemos. 

Na verdade, perdoar é um processo que começa com uma decisão. A decisão de deixar a pessoa ir. Criando uma resolução clara de ao pensar nela, de simplesmente dizermos: "eu te deixo ir, eu te perdoo". Indo contra o costume de se entregar a uma enxurrada de pensamentos ruins sobre como ela errou com você. Aceite que passou (mesmo que ainda sinta dores). 

Enquanto isso não acontecer, teremos todos aqueles sentimentos ruins, provocados pela pessoa, constantemente reavivados ao pensarmos nela, vermos uma postagem, esbarramos sem querer na rua. Um constante mal estar que toma conta de todo o seu corpo, capaz de começar ao som de um único nome (você sabe qual). 

Perdoar é a decisão mais difícil e injusta que existe

Então ela vai escapar? Bom, ninguém escapa de nada. Tudo gera consequências. Perdoar não é aprovar o que foi feito, mas simplesmente confiar que Deus/Universo vai cuidar de tudo e não é seu papel fazer justiça com as próprias mãos. 

Perdoar também não cria um relacionamento, você só aceita deixar de ser consumido pela dor e raiva que vem deixando sua capacidade de amar extremamente prejudicada, minando seu potencial em absolutamente todas as áreas da vida. 

Se você não viu A Cabana, preciso avisar que estou prestes a dar um mega spoiler (e se você ainda quer ver A Cabana sem spoilers, pode pular essa parte).

[SPOILER] Em um determinado momento do filme, o pai da menininha que morreu precisa perdoar o assassino da filha. Então ele vira para o Pappa (que no caso é Deus) e fala: "Eu disse que eu perdoo, mas eu ainda sinto raiva". O Pappa explica que isso é normal, ninguém consegue se curar do sentimento instantaneamente, quando você perdoa alguém você simplesmente solta o pescoço dela, mas talvez precise falar "eu te perdoo" mil vezes antes de ficar mais fácil. A única coisa certa é que vai ficar mais fácil. [/SPOILER]

E é exatamente isso. Quando eu decido perdoar alguém, eu decido liberar essa pessoa, mas a maneira como ela me faz sentir não vai simplesmente embora. Preciso assumir o compromisso de repetir para mim mesmo, sempre que a pessoa passar pela minha cabeça: "eu perdoo você, eu perdoo você"

Mesmo com todas as minhas explicações, é bem possível que você ainda ache isso tudo muito injusto, já que essa pessoa simplesmente não merece ser perdoada. Mas, abraçando as palavras do meu amado Philip Yancey: PERDOAR É INJUSTO. 

É muito melhor ser feliz do que ter razão. Além do mais, enquanto não liberamos alguém através do perdão, ela está constantemente presente na nossa vida, mesmo que vocês já não se falem mais. Já que suas energias estão inquestionavelmente focadas nela. 

Essa questão de perdoar não é de maneira nenhuma uma coisa simples. [...] Dizemos: ‘Muito bem, se o outro se arrepender e pedir meu perdão, eu perdoarei, eu desistirei’. Fazemos do perdão uma lei de reciprocidade. E isso não funciona nunca. Porque ambos dizemos a nós mesmos: ‘O outro tem de tomar a iniciativa’. Daí, fico observando como um gavião para ver se o outro vai sinalizar-me com os olhos ou se posso detectar alguma pequena indicação nas entrelinhas que demonstre que está arrependido. Estou sempre pronto a perdoar...mas nunca perdoo. Sou justo demais.
— THIELICKE, Helmut. Waiting, cit., p.112

Aceita que dói menos

Então, perdoe. Aceita que o perdão é algo que precisa ser implementado na nossa vida como uma prática diária. É um processo para o qual precisamos nos entregar.

Ao entrarmos nesse processo de perdoar, liberar pessoas e não ficarmos mais nutrindo ódio ou sentimentos ruins por ninguém, nos tornamos pessoas mais leves e felizes com a nossa vida. Adotando uma visão muito melhor e mais clara do mundo, já que aceitamos que as pessoas vão errar e causar decepções. 

Perdoar não é esquecer o que aconteceu. Mas é dar um passo para que, no futuro, você possa olhar para cicatriz do machucado que alguém fez e aquilo não doa mais

Tome um passo (corajoso) para uma jeito de viver mais leve, simples; recheado de amor e reciprocidade do mesmo. Quando você passa a ser melhor em perdoar pessoas, se torna melhor no auto perdão. Aquele história de ter graça com a gente mesmo.

Além do mais, quando tiramos alguém do nosso coração, do espaço morto que só nos faz mal ocupado por ela, abrimos espaço para receber novas pessoas e bons sentimentos. o lugar antes ocupado por tristeza ódio e rancor, se torna livre e limpo para receber (ótimas) novidades.

Então, decida liberar pessoas hoje. Perdoe mesmo parecendo injusto. Você merece uma vida mais leve e feliz.

O que ninguém te conta sobre mudar de vida 

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Todo esse processo da desconstrução dos padrões e estereótipos (muitos deles já tão normalizados que a gente nem se dava conta de que algo estava sendo imposto) tem um quê de montanha russa em si. 

Você já entende que não precisa se matar para parecer a garota da capa de revista - nem a garota da capa de revista se parece com ela na vida real - e que deve começar a se cercar de referências parecidas com as suas. 

Eu, por exemplo, comecei uma quebra de paradigmas enorme depois de seguir mulheres como a Débora Alcântara nas redes sociais. Sou fã de verdade e um dia quero conseguir falar “Obrigada!” ao vivo (meu sonho de princesa realizado seria tirar uma selfie depois). 

Mas nem tudo são flores. Mesmo que em alguns momentos você se sinta a mulher mais maravilhosa do planeta, em outros convive com algumas nóias querendo bater na porta insistentemente. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, normal a percepção que temos da nossa aparência ser uma das primeiras coisas balançando nos momentos de crise.

Desconstruir padrões versus mudar de vida

Eu me orgulho, de verdade, das conquistas que coleciono até aqui. Amo ouvir das minhas amigas sobre a maneira como elas vem redescobrindo o amor próprio. Grande parte dos recursos responsáveis pela criação e cultivo dessa mudança são encontrados nesse maravilhoso mundo da internet. 

Já podemos querer abraçar a galera que escreve para o Modices, Superela (eu escrevo! Estou aceitando abraços!), Capitolina e Lugar de Mulher? UAU! Estamos cercadas de minas incríveis, todas focadas em compartilhar informações capazes de nos tornarem mulheres maravilhosas. Amo viver nesse tempo. 

Dito isso tudo, preciso fazer uma confissão: nas últimas semanas eu não venho me achando bonita. Nem um pouco.  

E isso não tem a ver com estar regredindo na minha desconstrução de padrões, voltando a querer desesperadamente as pernas da Gisele Bündchen

Mesmo sabendo que ainda tenho um longo (looooooooooooooooooooooooooooooooooongo) caminho para ser alguém completamente desconstruído, a insatisfação das últimas semanas não tem a ver com me encaixar ou não em um padrão - mas pode ser que a sua seja e tudo bem, você não é menor por isso. 

Ah! Esse também não é um post para ganhar elogios, ou para vocês comentarem “Gata!”, “Linda!”, “Você está maravilhosa!”. Na verdade, é um post só sendo sincera sobre o quanto, nesses dias, eu venho questionando tudo o que sempre achei sobre o meu corpo, pele, cabelo e até o meu jeito. A verdade é que eu simplesmente não me sinto boa o suficiente

Eu só amaria mudar de vida agora, nesse exato momento. É possível fechar os olhos e ter tudo já completamente transformado na próxima vez que você os abrir?

Por que queremos mudar de vida?

Talvez sejam só compridos momentos de conflito, mas a questão é que não consigo olhar no espelho e gostar do que eu vejo. Pelo menos não tanto quanto gostava antes. 

Então, depois de muito me auto analisar, conversar com amigos próximos, chorar, orar e demorar para dormir, cheguei nessas duas conclusões: 

  1. Para começar tirando essa pressão de cima de mim (e talvez de cima de você), vamos ficar tranquilas porque é perfeitamente normal viver momentos assim. Todos nós passamos por períodos onde não nos sentimos bons o suficiente. Onde queremos mudar tudo na nossa vida de uma vez só. 
  2.  Quando a gente se sente bagunçado por dentro (tão bagunçado que não faz ideia de por onde começar a arrumar as coisas), a insatisfação passa para o lado de fora. 

Faz sentido para você? Para mim vem fazendo um monte. 

Acontece que esse quero-mudar-tudo-para-ontem-porque-nada-tá-bom.jpg é exatamente o que queremos fazer na parte de dentro, mas não temos controle absoluto disso, já que mudanças internas vão além de foco e força de vontade, elas exigem tempo, confronto, auto análise e bastante paciência. 

Aqui, do lado de fora, aparentemente temos mais controle sobre as tais modificações. Podemos cortar o cabelo, fazer uma dieta, comprar roupas novas e apostar em uns procedimentos estéticos. O que eu acho ótimo! Mesmo! Quando não são mudanças vazias, mas sim complementares a parte de dentro. 

Quando a gente se pega usando essas cartas na manga para camuflar um problema que está acontecendo lá dentro, elas se tornam insignificantes. Funcionam como um conserto rápido, daqueles que cedo ou tarde voltam a dar problema.

Ainda sobre se sentir bagunçado por dentro, grande parte das vezes essa insatisfação funciona como um efeito dominó. O descontentamento ultrapassa as barreiras interiores e toda a cobrança passa a ser com você, as pessoas e situações ao redor. Você, nem nada por perto, é bom o suficiente

Então, partindo do princípio de que todas as coisas estão constantemente cooperando para o nosso bem, quero te convidar a mudar a perspectiva desse momento - eu estou me esforçando para fazer isso - e passar a notar o quão agraciados somos por não estarmos contentes com o lugar onde estamos. 

O processo para mudar de vida começa com um simples ingrediente: a insatisfação. Olha que coisa boa, estamos com estoque abarrotado do ingrediente principal para uma mudança radical de vida! YEAH! VIVA! 

Não gostar de onde estamos é o próximo passo depois de aceitar que as coisas não estão legais (lembra do post da semana passada?) e viver o tempo necessário de processar a tristeza.

É o sair da caverna para começar traçar os próximos passos da jornada. Essa etapa é cheia de desafios, sonhos, receios e vontade de dar certo. Aqui é necessário entender que você tem o presente de dar o rumo que quiser para sua vida. O quão incrível e poderoso isso é? 

Então, não deixe toda essa insatisfação agir como paralisante, na verdade mude a perspectiva e perceba como isso pode se tornar um combustível maravilhoso para uma mudança completa de vida

Como mudar de vida (efetivamente)

Antes de pensarmos nos aspectos mais práticos dessa mudança, é essencial entendermos que absolutamente nada vai mudar se continuarmos nos sentindo essa bagunça por dentro. Não dá para simplesmente decidir mudar radicalmente de vida do lado de fora continuando exatamente a mesma pessoa por dentro. 

O que ninguém te conta sobre mudar de vida é que essa mudança só ganha forma no mundo real quando começamos a botar ordem na casa interior (sou péssima com trocadilhos vocês sabem). 

E aí, mais uma vez, eu preciso bater nessa tecla: se auto analise, procure entender suas motivações para fazer (ou deixar de fazer) certas coisas, passe um pente fino nos seus relacionamentos (familiares, amizades, trabalho, amorosos…) e como eles te fazem sentir, se possível procure por terapia ou pessoas em quem confia para colocar seus pensamentos para fora e ter uma perspectiva diferente, pesquise sobre como se sente, leia e estude a respeito, passe bastante tempo sozinho e entre em contato com partes mais profundas suas. 

Organizar a casa é um processo. Não é confortável. É doloroso na maior parte do tempo. Mas junto com isso carrega um senso de libertação e auto conhecimento maravilhoso. A gente tira o lixo da vida, reorganiza prioridades e começa a ter concepções completamente diferentes. Se antes parecia impossível respirar e seguir em frente, aqui já começamos a ter esperanças. Mudança de vida começa a fluir daquele lugar de dor.

Com todas essas ações internas já rolando (não precisa esperar estar tudo absolutamente resolvido, já que os processos internos/externos se complementam no resultado final) é seguro e sábio partir para a parte que os olhos podem ver. 

Tendo consciência das coisas que precisamos manter e as que precisamos descartar, é hora de bolar um plano de ação. Aqui vou dar como exemplo o que venho fazendo, mas você pode aplicar esses princípios para uma mudança na sua carreira, estudos, o modo como usa a sua grana, a maneira que coloca seus planos em prática, relacionamentos. O que fizer sentido na sua jornada, ok? 

Para mim, uma das coisas mais importantes está sendo criar ações e rotinas diárias de cuidados pessoais (isso inclui cuidar e celebrar minhas três esferas: corpo, alma e espírito). Venho tentando dividir meu dia em três rotinas de self-care (gosto mais da expressão em inglês, fica chique, né?). 

De manhã eu acordo, tomo banho, oro, leio a Bíblia e preparo meu café. Logo após o almoço eu assisto um episódio de alguma série que gosto muito e leio escutando música. A partir das 22H não mexo mais em redes sociais (a parte mais difícil), tomo um banho quentinho e passo algum hidratante bem cheiroso, vou para cama às 23:00, escrevo no meu diário, repasso os pontos principais do próximo dia e leio até pegar no sono. 

Essa é uma rotina que ainda venho tentando implementar completamente, mesmo sendo maravilhosa é difícil abrir mão e priorizar as coisas durante o dia, para que ela funcione. E aí está o grande exercício em criar hábitos como esses: você precisa entender e viver seu senso de valor, para não abrir mão deles. Quando a gente começa a compreender como temos valor e somos importantes, se cuidar e fazer coisas que te aproximem dos resultados desejados se tornam mais e mais naturais. 

A parte prática da mudança de vida

Logo depois de implementar essas rotinas diárias que celebram você e te fazem lembrar (por mais atordoado que seu dia seja) como ainda é capaz de se amar e priorizar, é hora de listar as prioridades das mudanças.

Se for trabalho, qual o plano de ação? Fazer cursos de especialização, começar a enviar currículos, voltar para faculdade? Se forem amizades, qual o plano de ação? Conversas francas, sair para novos lugares, descobrir novos hobbies? O processo de construção é parecido.

No fundo, a gente sente qual caminho deve seguir. Mas, muitas vezes, o barulho dentro da nossa cabeça é tão alto que mal conseguimos ouvir o que deveria ser um instinto. Silenciando as vozes mentirosas e dando uma boa faxina na casa, recuperando nosso poder ao entendermos e vivermos nosso valor, vemos as coisas fluindo. 

E eu sei que isso não vai ser uma solução rápida para como você se sente. De maneira que logo após a decisão inicial o reflexo no espelho fale: “Olha, de repente comecei a gostar de mim de novo!” Mas é um início para se lembrar como você é responsável por muita coisa na sua vida e que tem grande parte nos seus pensamentos e ações. 

Também é importante lembrar que vai passar. É difícil ter paciência. Eu não gosto de ter paciência. Na verdade eu gosto das coisas acontecendo agora, nesse momento. Mas são essas situações que forçam a gente a crescer.

Temos paciência e aguentamos firme, continuando a fazer a coisa certa mesmo que naquele momento aquilo pareça não gerar fruto nenhum, ou jogamos tudo para o alto e vivemos uma vida infeliz para sempre. 

Bem dramático esse fim, mas espero que seja efetivo e te traga alguma luz.

No final, nada disso tinha a ver com estar voltando a acreditar nos padrões de beleza, mas sim na necessidade de uma reavaliação profunda de motivações e crenças. Muitas vezes o problema não é o que parece, a gente só precisa ter paciência (olha ela aqui outra vez!) para escutar aquilo que importa de verdade.


Se identificou com alguma coisa nesse texto? Vamos compartilhar nossas histórias aqui nos comentários, eu e todo mundo precisamos ouvir o que você tem a dizer. 

As mulheres que não aprenderam dar errado

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Dia desses estava em um bar conversando com uma amiga que também acabou de se formar na faculdade. Antes que nossos pedidos pudessem chegar na mesa, comentei sobre como todas os outros amigos que estavam mais ou menos nesse momento tinham me confidenciado o fato de estarem se sentindo meio perdidos, além de envergonhados e/ou tristes por isso. Comecei minha cota de confissões da noite falando sobre o quanto era difícil abraçar esse processo de virar adulto oficialmente. Crescer é uma experiência inconveniente

Tanto eu quanto ela somos pessoas extremamente otimistas. Logo, foi um tanto quanto constrangedora e complicada a sequência de confissões daquela noite, juntas elas foram capazes de nos levar a aceitar o fato de que haveria sofrimento na vida. 

Quando assumimos ser alguém otimista, a última coisa na qual se quer pensar é que as coisas vão dar errado e que você (inevitavelmente) vai sofrer. É uma droga pensar no seu plano inicial tão lindo e perfeito não acontecendo como havia sido descrito no papel. 

Não me ache alguém inocente ou hipócrita. É importante entender que tanto eu quanto a maioria das mulheres na minha faixa de idade (vinte e poucos) fomos criadas com a crença de que nascemos destinadas para algo grandioso e único. Com a constante afirmação de que éramos especiais e vivíamos um daqueles roteiros Hollywoodianos (típico dos Millennials). Se corrêssemos atrás dos nossos sonhos seriamos recompensadas e viveríamos algo incrível, sendo realizadas por sermos autênticas. 

Outro ponto é o fato de estarmos nos tornando adultas em plena primavera do empoderamento feminino. Estamos crescendo aprendendo a necessidade de sermos mulheres fortes. Lutar, se fazer ouvida, assumir seu lugar de igualdade na sociedade e seguir em frente são reforços constantes.

Eu amo viver em uma época onde posso passar por uma fase tão importante da vida com estímulos e recursos para me tornar uma pessoa segura do meu papel, empoderada e com uma visão clara da minha identidade, direitos e deveres. Mas toda essa atmosfera, somada às crenças construídas na infância, criam uma pressão absurda. Acabamos nos sentindo extremamente culpadas ao não segurar a onda. Quase desertoras de toda esse padrão de força que nos foi entregue. 

E aí começa um certo tipo de crise quando damos o nosso melhor, fazemos nossa parte, colocamos a cara a tapa, somos verdadeiras e entregamos tudo de nós… mas as coisas não saem como o planejado

Não foi isso que tinham me contado sobre a vida. Não é isso que deveria acontecer quando você vai atrás do que ama. Essa aflição aqui dentro do peito não estava no manual. Porque ela apareceu? Porque ela não passa instantaneamente? Não fomos criadas para sentir dor. 

Entretanto, uma das verdades mais libertadoras que podemos aceitar é: viver dói. A gente vai passar por decepção, desistência, desinteresse, egoísmo, perdas, desilusões, ódio, rejeição, falta. Sem nenhuma opção de escape, uma hora vai doer para caramba

O sonho que você batalhou para construir pode não acontecer como planejado. O emprego dos sonhos pode ser um saco. Aquele relacionamento que era seu mundo pode ser extremamente tóxico. Seus amigos vão te frustrar. Você vai ser iludido. Vai achar que conhece alguém, mas vai ser surpreendido da pior maneira possível. A insegurança e o medo de dar errado vão bater na sua porta. Vai tomar decisões erradas com consequências desastrosas. Vai achar que está todo mundo indo super bem obrigada, enquanto você nem sabe como vai chegar até amanhã. E essa sensação de perder o chão, do inesperado, da agonia de perceber dar errado é inexplicavelmente dolorida

Pelo bem da nossa saúde mental, precisamos entender o quanto antes: por mais que a gente queira, não tem para onde correr. Viver dói. 

Depois de cantarmos todo o refrão de Promiscuous, da Nelly Furtado, tocada por um dos DJs mais incríveis que já presenciei na vida em alguma versão realmente boa que eu nunca tinha ouvido antes, lembrei de uma frase extremamente clichê, mas que se encaixava perfeitamente na nossa discussão: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” (segundo o Google Drummond, Gandhi e Renato Russo são os autores da mesma). 

Pela primeira vez desde que me lembro, precisei discordar de uma declaração auto ajuda. Desculpe autor misterioso dessa frase, mas sem rota de fuga, o sofrimento vai chegar

Podemos não viver uma vida miserável, nos jogando pelos cantos sentindo pena de nós mesmos em 97% do tempo (segundo minhas estimativas). Mas é importante viver os outros 3%, sofrer encarando isso como uma parte importante no constante processo de amadurecimento que é viver. Mesmo tendo poder para escolher até onde vamos nos entregar, não dá para simplesmente pular essa desgostosa etapa da evolução

Na minha primeira sessão de terapia contei para psicóloga sobre uma das decisões mais difíceis que eu já havia tomado: colocar ponto final em um relacionamento, que era muito especial para mim, quando percebi estar dependente emocionalmente. Eu estava uma bagunça por dentro mas expliquei para ela o quanto sabia que era importante viver a fase do luto, também de como eu tinha muitas coisas para fazer e isso não era prioridade, enfatizei com convicção a recusa em viver aquela tristeza e constante vontade de chorar. 

Ela me perguntou há quanto tempo tínhamos terminado. “Uma semana”. Ela sorriu, anotou alguma coisa no papel e me olhou nos olhos com uma serenidade surreal: 

— Dê tempo para você. Se permita não querer sair da cama. Você precisa ter paciência com a dor, porque uma hora ela passa. Mas se a gente suprime o sofrimento e bota banca de forte, aquilo fica reprimido lá e uma hora estoura. E quando estoura… é bem feio. 

Ter paciência já é em si uma tarefa desafiadora. Ter paciência com a nossa dor é quase utópico de se especular. Quem tem tempo para ficar mal? Aliás, quem quer abraçar sua dor e aceitar que ela vai ficar hospedada por um tempo? É um nível de consciência que me assusta. 

Sei que aprendemos a engolir o choro e continuar. Também sei que em alguns dias não existe outra opção a não ser essa, mas a gente não pode entrar no caminho de simplesmente ignorar a dor, de abafar e colocar ela debaixo do tapete. 

É preciso sentir todos os sentimentos. Não querer sair no fim de semana para ficar em casa assistindo Netflix e comendo brigadeiro, chorar ouvindo sertanejo e se permitir não sair da cama. Seja sincero ao menos com você e assuma sua dor. Não dá para fugir desse processo e querer ficar imune às futuras consequências. Antes de sentir raiva de si mesmo, entenda que é uma FASE e vai passar. Se dê tempo para processar os acontecimentos. 

No dia em que falei “não podemos mais ser amigos” para uma das pessoas mais legais que conheci, chorei por cinco horas seguidas. Os 40 primeiros minutos dividindo Uber com ela. E eu sei que isso tudo parece muito dramático, mas naquele momento (em um lapso de lucidez e sabedoria) eu sabia que reprimir aquela dor ia me trazer serias consequências depois e como naquele dia já estava tomando decisões difíceis pelo bem da minha saúde emocional, essa entrou no pacote. Então eu chorei. Muito. Depois me forcei ignorar a dor (péssima decisão, meu lapso de lucidez foi bem breve mesmo), mas logo após a sessão de terapia desabei me entregando ao processo. 

E abraçar esse processo quebrou grandes paradigmas na minha vida. Um deles foi o de que eu precisava ser forte o tempo todo.

Quase todo dia eu leio a Bíblia e lá tem uma passagem que vem fazendo cada vez mais sentido para mim. Nela o rei mais sábio que já existiu disserta sobre como existe um tempo certo para todas as coisas na terra, inclusive tempo de chorar e tempo de sorrir. 

Existe um tempo próprio para tudo, e há uma época para cada coisa debaixo do céu: um tempo para nascer e um tempo para morrer; um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou; um tempo para matar, um tempo para curar as feridas; um tempo para destruir e outro para reconstruir; um tempo para chorar e um tempo para rir; um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria; um tempo para espalhar pedras, um tempo para as juntar; um tempo para abraçar, um tempo para afastar quem se chega a nós; um tempo para andar à procura e outro para perder; um tempo para armazenar e um para distribuir; um tempo para rasgar e outro para coser; um tempo para estar calado e outro tempo para falar; um tempo para amar, um tempo para odiar; um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.
Eclesiastes 3:1-8

Por mais difícil e decepcionante que seja, precisamos aceitar que na vida vamos viver tempos de chorar. Então, afunda a cabeça no travesseiro e chora. Coloca seus fones de ouvido, dando play numa sofrência de respeito e deixa doer. Precisamos aceitar que crescer é difícil e vai vir recheado de situações dolorosas.

Mais importante do que isso, não use máscaras com quem importa para tentar esconder as feridas abertas. Mostre onde está ardendo e pergunte se ela também precisa de ajuda. A verdade é que ninguém está bem o tempo todo. É importante demonstrar isso para quem é alguém na nossa vida e se colocar disponível para receber o mesmo de volta. Não estamos tão sozinhos quanto pensamos. 

Entenda bem, não estou dizendo para você se entregar para depressão. De forma alguma! A grande questão é a importância de viver o momento de dor e conseguir colocar para fora tudo o que poderia estar te travando, dessa forma você vai ser capaz de construir uma força genuína vinda de uma melhora sincera, verdadeira e enraizada. O que vai te dar força real para continuar. 

Quando você segue a partir desse lugar de cura, avança muito mais e entra em uma nova estação na sua vida, com novas metas, desafios e perspectivas - até chegar em um estágio onde vai precisar mudar de nível outra vez

Mas para mudar de nível vai ser necessário viver (mais uma vez) o desconforto, algo vai doer. Só que isso te liberta, joga para frente, uma nova estação. Esses ciclos vão acontecer durante nossa existência inteira.

Teria sido ótimo pedir a conta do bar naquela noite podendo chegar à conclusão que uma hora isso para, simplesmente deixa de doer e nós alcançamos um estágio onde não seremos mais esticados. Mas não foi isso que rolou. Na realidade, entendemos que se um dia isso parar significa que estaremos estagnados

E aí, o que você escolhe? Viver nessa zona de conforto querida, numa constante felicidade ludibriada pelo já familiar, ou aceitar o inevitável se jogando numa jornada de estar constantemente indo além, vivendo momentos de muita dor, mas também momentos de alegria e realizações indescritíveis?

Viver dói. E tudo bem ser assim.


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